| |
 |
Opiniões
Rio acima
Editorial - Hoje em Dia
07/02/2005
Há quem seja contra hoje, embora quando foi cogitado pela primeira
vez, no Governo Fernando Henrique, fosse a favor. Há quem diga e até publique
que está parado e não utiliza as verbas do Banco Mundial (Bird),
porque o órgão financeiro internacional seria contra. Mas, na
verdade, quem acessar o site do Ministério da Integração
Nacional (MIN) vai ver que o Programa de Revitalização do São
Francisco está a pleno vapor, e receberá investimentos de R$
68 milhões já a partir do próximo mês. O recurso
está garantido no orçamento da Companhia de Desenvolvimento dos
Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), que recebeu delegação
do MIN para executar essas ações.
Tanto que a previsão da estatal é aplicar, até 2007, R$
268 milhões na recuperação de nascentes, margens e áreas
degradadas, dessasoreamento do rio e revitalização hidroambiental
em todos os estados que integram a Bacia.
Quanto à recusa do Bird em financiar o Programa de Revitalização,
chamado por parte da imprensa contrária de 'Transposição',
quem o afirma não leu os estudos e a entrevista do coordenador do projeto
e chefe de Gabinete do ministro Ciro Gomes, Pedro Brito. Ali, ele afirma que
já estão sendo utilizados R$ 330 milhões dos R$ 1 bilhão
financiados pelo Bird para a revitalização do São Francisco.
'O Bird sempre foi, é e continuará sendo grande parceiro do Brasil
e financiador de boa parte de nossos projetos, por acreditar no Governo e em
seu plano de desenvolvimento sustentado'.
Discordar da política econômica do Governo federal, condenar a
sucessão de altas na taxa de juros oficial do país, pelo Banco
Central, é um direito de qualquer cidadão e qualquer órgão
de imprensa criticar. Porém, inventar notícias inexistentes,
sem fonte e sem sentido, é irresponsabilidade.
Se há uma coisa que não se pode condenar no Governo de hoje é falta
de liberdade de imprensa. Desde o anúncio da possibilidade de se criar
o Conselho Federal de Jornalismo, até a ameaça de os estudos
do IBGE terem de passar por um ministério antes da publicação,
tudo foi transparente e discutido. Como é e sempre deverá ser
num regime democrático de direito.
|
 |