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Opiniões


O Velho Chico e nós
Correio da Paraíba

Rubens Nóbrega

03/02/2005


Se Deus quiser - e Ele não tem motivo algum para não querer - a água do São Francisco vai entrar na Paraíba dentro de quatro ou cinco anos pelo Cariri e Alto Piranhas. Seremos o único Estado do Nordeste a contar com dois pontos de integração com o rio.

O prazo fica por conta da urgência de minha esperança, mas as duas entradas já são uma certeza técnica consolidada. É só checar no livro "Transposição do Rio São Francisco - Realidade e obra a construir", de Francisco Jácome Sarmento.

Doutor em recursos hídricos e carregando o nome do rio no próprio nome, o homem é sem dúvida a melhor fonte sobre o assunto. É o chefe da assessoria técnica da Vice-Presidência da República, encarregada pelo presidente Lula de tocar a obra da transposição.

Como se não bastasse, Sarmento foi consultor dos projetos elaborados com o mesmo fim no ano de 1994 e de 97 a 2000. O seu livro é resultado também dessa experiência acumulada, toda ela revisada para embasar o projeto do atual governo.

Um dos pontos altos do livro é a forma como autor mostra o tanto de gente e regiões da Paraíba, Rio Grande e Ceará que seriam direta e imediatamente beneficiadas se realidade e obra já estivessem construídas.

Na Paraíba, seriam 400 mil pessoas atendidas com a água boa e exclusiva para abastecimento humano que entrar pelo Cariri. Já a água a ser captada nos reservatórios do Alto Sertão (Sousa, Marizópolis e Cajazeiras) beneficiaria mais 88,5 mil.

No "meio" do Estado, nas Espinharas, mais 123 mil viventes seriam contemplados pela água do Velho Chico a ser captada no Rio Piancó para escorrer pelo sistema Coremas-Sabugi.

E ainda tem gente que é contra.


 
     
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