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Opiniões
Transposição,
integração: não falta ação!
Artigo - O Jornal - AL
Fernando Valença
27/10/2004
Resolvi cair em campo, para FALAR mais abertamente ainda
a favor do Projeto de Integração do
Rio São Francisco. Há mais de 5 anos
venho escrevendo em jornais da Região (PB,
PE e AL), na medida das ocorrências pertinentes,
provindas da área federal. Não tenho
ilusões acerca da irrisória influência
que minhas palavras exercem, até porque sou
declaradamente desvinculado de ideologia, partidarismo
político ou religioso, mesmo quando o assunto é o
COMBATE ÀS SECAS DO SEMI-ÁRIDO do Nordeste.
Sei que justamente isso pode ser considerado o ponto
fraco de minha posição. Paciência,
porque jamais abrirei mão dessa independência
pessoal que, a meu juízo, é a força
que me leva a continuar defendendo a transposição
de águas do rio S. Francisco, precisamente
como está concebida naquele extraordinário
Projeto.
O meu compromisso inarredável é com a verdade e ela emana
de cada passo daquele documento. Neste sentido, sugeri ao Ministério
da Integração Nacional que desencadeie um Programa de FALA
AO POVO NO ESTILO “FEIJÃO COM ARROZ”, permanente, a
respeito da simplicidade, eficiência e amplitude de benefícios
que ele proporcionará a milhões de sertanejos e caririzeiros
do Semi-Árido nordestino. Não é que eu seja um chorão
mas venho lendo o projeto desde 2002 e sempre fico emocionado, ao lê-lo!
Ao mesmo tempo, fico com o “diabo no corpo”, toda vez que
tomo conhecimento de que há pessoas, do chamado mundo intelectualizado,
que não aprovam o projeto e, pior: cometem o crime de afirmarem,
- como certo deputado federal “cabeça chata”-, que
o chamou de “nefasto”! Um insulto, uma provocação
desrespeitosa e mais do que isto, INJUSTA! Afinal, o único “inconveniente” que
aquele Projeto certamente acarretará, vai ser a eliminação,
radical, da miséria, da fome e da sede dos pobres que ainda vivem
lá, com grandíssimo prejuízo para a “Indústria
do Assistencialismo”, aquele vício secular praticado por
poucos, em geral poderosos do momento, que “enchem o rabo” de
dinheiro, justamente por ocasião das grandes secas que deixarão
de existir quando a água do São Francisco chegar lá.
O governo federal deveria difundir, maciçamente, por todo o País
- não só pelo Nordeste - a mudança que vai acontecer
na vida das populações pobres nordestinas que padecem por
falta de água, a partir do dia em que o Rio São Francisco
chegar com sua água doce, limpa e generosa, tornando perenes riachos
e rios e renovando, controladamente, as águas dos seus açudes
e reservatórios. Neste dia, o sertanejo dará um pontapé,
definitivo, na miséria!
Eu acredito em tudo o que o Projeto de Integração do Rio
S. Francisco prevê. A incredulidade, só a terei, se Sua Excelência
o Presidente da República não confirmar sua palavra de que
fará ‘‘... a Transposição na MARRA!”.
Mas eu acredito nele que já autorizou a liberação
de alguns milhões de reais para a preparação da burocracia
infernal das licitações e, todo mundo sabe, aprovou a destinação,
inicial, de mais de 1 bilhão de reais, (quase ¼ do valor
total da obra), no orçamento da União do próximo
ano quando ela começará. O elaborador do Projeto, Engenheiro
João Urbano Cagnim, me disse que nunca viu, antes, no Ministério
da Integração Nacional, um ritmo e um nível de providências
tão dinâmicos quanto ocorre atualmente, em relação à execução
daquele Projeto.
Sendo assim, vou cair em campo oferecendo-me para
falar, no “popular”,
a respeito da transposição de águas do rio S. Francisco,
algo que espero não terminar meus dias sem vê-la implantada,
principalmente no velho Cariri da Paraíba onde me criei e onde
irei defender aquela maravilhosa obra: possivelmente no meio da rua! Nesse
dia, (está próximo), me banharei, certamente, com minhas
lágrimas, de entusiasmo e de esperança.
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